quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Cyberpunk

A ficção científica cyberpunk aparece com um reflexo do que já acontecia no quotidiano. Por isso, seus expoentes dizem não falar do futuro, mas fazer uma paródia do presente. No entanto, fora da ficção-científica, o imaginário cyberpunk aparece em vários formatos da cultura contemporânea , sendo o hacking a ação comum a todos eles. Para R.U.Sirius, editor da revista californiana Mondo 2000, o hacking (como veremos, ação emblemática da cibercultura) é uma forma de "controlar nosso destino" . Podemos colocar nessa perspectiva, a atuação de artistas eletrônicos, os ativistas da fronteira eletrônica, os hackers e crackers. O underground high-tech é uma atitude contra a tecnocracia que criou a informática. Para Sirius, ele é a expressão "de uma nova formação social configurada eletronicamente chamada cibercultura (...) e que nos convida a cruzar o espaço de dados, cavalgar a onda eletrônica, hip hop os seus laptops, passear na realidade virtual, projetar comidas e plugar em sincroenergéticos e drogas inteligentes garantindo ampliar nossa potência cerebral e nossa vida sexual".
O imaginário cyberpunk marca toda a cibercultura. O termo tem suas origens no movimento homônimo de ficção-científica que associa tecnologias digitais, psicodelismo, tecno-marginais, ciberespaço, cyborgs e poderes midiático, político e econômico dos grandes conglomerados multinacionais. Além da ficção, todo o imaginário da cibercultura vai ser alimentado pela ação dos cyberpunks reais, o underground da informática com os phreakers, hackers, crackers, ravers, zippies, cypherpunks e otakus.

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